Águas Claras, considerado um dos bairros mais populoso dentro da Capital baiana cresce sem projetos urbanistas.

Por Edinaldo Bijesan

Moradores do bairro de Águas Claras e Cajazeiras se reuniram na associação do bairro, no dia 28 de outubro, pela manhã. Revoltados com a falta de saneamento básico no local, que está trazendo desconforto e doenças para a população, como mosquito transmissor da dengue e da leptospirose, doença que é transmitida ao homem através da urina de ratos. 

O nome Águas Claras é devido às fontes naturais e a facilidade de escavar poços para obter água limpa. A vegetação trazia espécie variada de animais e aves diferenciadas. As pessoas antigas sentem saudades dos plantios feitos no fundo dos quintais. Segundo o historiador, Valter Passos, o local foi, por muito tempo, um Quilombo. Denominados em suas pesquisas como Quilombo do Orobu, que hoje é o nome de um curso popular de pré-vestibular dentro da comunidade. Criado por uma ONG local.

  Algumas pessoas falam que o bairro veio com a venda de lotes de várias fazendas. Esses lotes foram divididos sem um planejamento de crescimento. Seguido de violência atual e a falta de policiamento trás, antes um povo tranqüilo, a uma repreensão de medo e desordem e um bairro sem atrativo cultural. Por iniciativa própria, vários moradores fizeram manifestações e passeatas em busca de uma solução para os problemas de esgoto a céu aberto, falta de coleta de lixo e ausência de um bom atendimento nos postos e hospitais de Cajazeiras. Com as construções de prédios realizados pela CONDER, na rua principal, foi erguido todo um sistema de drenagem de água fluvial, (chuva), desfavorecendo os moradores da rua que fica abaixo dos atuais e futuros prédios. A chuva traz o lixo que foi jogado na calçada servindo de moradia para ratos, baratas, moscas e mosquito transmissor da dengue.      Moradores da rua de baixo, que moram há mais de 25 anos, utilizavam o local devastado para plantio. “O projeto de edificar mais prédios, foi para beneficiar o conforto dos futuros moradores do condomínio, desrespeitando os atuais”, afirma Antonio, de 38 anos, dono de uma pequena plantação de tempero verde, em que retira o sustento da família. Dona Elvira da Silva, 53 anos, sofre há treze anos com a falta de urbanização na rua da baixa fria, em Águas Claras. “Cada ano piora a situação aqui. Tenho cinco filhos e todos tiveram a dengue. Não adianta levar ao médico e voltar para perto do esgoto. Os agentes de saúde botam remédios, mas a dose é tão pequena que parece não adiantar”, fala Elvira revoltada e emocionada com a situação da rua em que mora. O descaso do sistema de transporte é precário. O numero de passageiros nos horário de pico é motivo de pautas nas principais reuniões da associação de moradores. Com a escassez desses coletivos o risco de acidentes, devido à superlotação é constante. A precariedade do acesso atrapalha até mesmo uma ronda policial ou socorro médico. Segundo moradores, uma mulher sentiu as dores do parto, como não teve carro que conseguisse descer para socorrê-la, os vizinhos tiveram que carregá-la no colo, que poucos metros deu a luz o seu segundo filho. Em tempo de muita chuva, rios, córregos e a própria rede de esgoto trasborda. A água invade tocas de ratos e contamina a água de residência, levando a leptospira ao meio ambiente. Os principais sintomas da doença são parecidos com os da gripe: dor de cabeça, dor muscular, febre e mal estar. Nos casos mais graves podem aparecer com a manifestação hemorrágica.  O supervisor de agente de saúde, de cajazeira, Carlos Morais, diz que está tudo controlado. Depois que a campanha de combate à dengue veio com todo vapor. Todos os dias os agentes sai nos principais bairros de Salvador, colocando remédios em área com risco de caso de dengue. Segundo Carlos Morais, os remédios não são colocados aleatoriamente e sim de forma mapeada para que tenha um controle do trabalho realizado que é muito importante para todos.   “Adolfo” de Castro, fiscal de obras da CONDER, disse que o governo está atrasado nos projetos, em cajazeira. Devido o seu crescimento e a falta de organização. Os próprios moradores constroem casas de forma desorganizada. Dessa forma o governo tem mais papeis para “analisar”, essa análise é mais um motivo de atraso. Quando é liberada sai superfaturada. Segundo o fiscal cujo seu nome e fiquitício. Entrevista; O biólogo e professor, Sandro Augusto. Pergunta: como você encara o crescimento do bairro?Resposta: muito triste, com o governo que demora de investir deixando a população sem destino de um projeto de bairro, e feliz com alguns jovens que estão criando, junto com os antigos, sua contribuição nas associações dos bairros como eventos que traz auto-estima para os afros descendentes. Pergunta: feliz com as escolas?Resposta: estou feliz com as pessoas que estão buscando aprendizagem no nível superior, mas falta mais investimento, do governo em nossa mata, que era linda em biodiversidades e fontes naturais.  Pergunta: o que pode melhorar a situação do meio ambiente?Resposta: todo bairro que cresce sem controle tende a ser destruída a sua vegetação. As pessoas estão ignorando, muitos, pela falta de informação do efeito estufa, outro por ignorância. A água, apesar de não ter feito um teste de impureza, era muito boa para cozinhar.

O PDDU AINDA GERA DÚVIDAS

Por Edinaldo Bijesan turma (A) noturno

(helderbijesan@yahoo.com.br)

 

A mata atlântica que resta em Salvador é motivo de palestras e discussão. Depois do crescimento desordenado de ocupações no bairro de cajazeira e Águas Claras, o que antes era visto uma mata verde com fontes naturais e limpas, hoje não passa de um cenário de construções mal acabada pendente de pavimentação e esgoto subterrâneo. Bairros como esses são hoje considerados por moradores como a escória de Salvador. Lixos jogados nos terrenos baldios, leva um grande problema de doeças aos moradores. a associação, além de levar a importancia do meio ambiente mostra que a recliclagem e também uma fonte de renda.

            A Estrada Velha do Aeroporto (EVA) é um bairro que nos mostra, ainda de forma precária, uma mata densa e cheia de animais silvestres. Árvores centenárias e frutíferas existem até hoje. Graças ao trabalho social de moradores e ativistas da causa sobre a preservação do meio ambiente no local. Pessoas como essas estão sempre brigando sobre a forma em que os alvarás são liberados para as grandes construções na cidade.

 Com isso o problema se alastra, e causa discursão para moradores do EVA que fica do outro lado da paralela que faz referência à margem da Estrada Velha do Aeroporto. Ernesto Couto, 29 anos, componento do grupo ambiental e componete da associação, afirma que o documento de licença ambiental é liberado depois de uma análise feito por especialista ambiental, logo em seguida fala que essa análise é feita de forma superficial. A construtora responsável pela pista de acesso do segundo Alfaville, Paralela, não quis disponibilizar do seu tempo para  explicação sobre a forma de como é liberada uma licença e qual a exigência do documento. Um trabalhador que não quis ser identificado disse que o desmatamento da área de Alfaville I, metade foi liberada, outra metade a própria construtora fez o desmatamento em horário alternativo, driblando a fiscalização.

            Um novo projeto de lei, aprovado pela Câmara Municipal de Salvador, Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU) engloba uma forma do desenvolvimento de bairros, dentro da cidade, uma operação em obras coberta pelo projeto de lei n° 6.586/2004 leva dúvidas e muita discussão a moradores. O PDDU e um projeto que deve ser executado dentro de oito anos. Obras como Tratamento adequado das questões ambientais, desenvolvimento de programa habitacional, educação sanitária e ambiental, maiores esclarecimentos sobre o traçado do metrô – preocupação com desapropriações, geração de emprego e renda com projetos sociais, melhoria do sistema viário e das condições de acessibilidade em geral em toda a região, entre outros.

             Apesar de ter assistido algumas palestras ministradas por especialistas do plano e a mando do prefeito João Henrique, para transparecer os moradores do EVA e Cajazeiras que afirma não ser uma coisa concreta e sim uma forma de campanha eleitoral para 2008, do prefeito da cidade.

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